Enquanto os tribunais fervem na briga da Apple e Samsung, a Google vai ter de pagar uma multa histórica para quitar as despesas do governo dos Estados Unidos, porque violaram as leis de privacidade quando a empresa seguia os usuários do navegador Safari, da Apple, através de cookies. A multa estipulada foi de 22,5 milhões de dólares, que já é a maior assegurada pela Comissão Federal de Comércio dos EUA para uma violação de um dos seus pedidos, disse o FTC, ontem.
No entanto, o portal ConsumerWatchdog.org considera a resolução insuficiente por várias razões, incluindo o montante da multa e ao fato de que permite que o Google negue a culpa e responsabilidade. “O valor da multa é irrisório para o Google, e o FTC não deveria ter concordado com uma resolução, a menos que a Google estivesse disposta a fazer uma admissão de culpa”, disse John Simpson, diretor do projeto de privacidade em ConsumerWatchdog.org.
O decreto da autorização afirma que “O réu nega qualquer violação da ordem do FTC, toda e qualquer responsabilidade para as reivindicações constantes na denúncia e todas as alegações de material da denúncia com exceção das de jurisdição e local”. Na sua denúncia, que se referia ao Departamento de Justiça dos EUA, o FTC disse que a Google anunciou erroneamente que não iria colocar cookies de rastreamento em seus dispositivos ou servir anúncios segmentados aos usuários do Safari.
De acordo com o FTC, a Google, “por vários meses”, sendo eles entre 2011 e 2012, colocou cookies de rastreamento nos computadores dos usuários do Safari quando visitaram sites de rede do Google DoubleClick. A Google já havia assegurado aos usuários que eles seriam isentos de tal rastreamento e que a segmentação de anúncios aconteceu por causa das configurações padrão no navegador Safari usado em Macs, iPhones e iPads, que bloqueiam tais cookies.
Um dos representantes do ConsumerWatchdog.org disse que a organização está considerando um desafio à resolução, argumentando que ela não serve ao interesse público se não incluir uma admissão de culpa da parte da Google. Uma visão semelhante é compartilhada pelo Comissário da FTC, J. Thomas Rosch, o único dos cinco comissários que votaram contra a queixa do Departamento de Justiça.

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